segunda-feira, 1 de junho de 2015

A ponte de Avignon

Engana-se quem pensa que Avignon é monocromático no tom amarelo de seus muros e construções .  As águas do Ródano trazem um colorido à cidade, e na ilha que há no meio do rio, um parque verde de lazer oferece gramados para piquenique, ciclovia e banquinhos na margem do rio. Rio que, se hoje está domado por cinco barragens, no passado era considerado um deus, devido à fúria de suas enchentes.
Diz a lenda que um pastor bem jovem, de nome Benezèt , ouviu uma orientação divina para ir até a cidade dos Papas e informar que fosse construída uma ponte que ligasse Avignon a Villenueve, na outra margem. O que parecia impossível, devido à impetuosidade do rio. Para comprovar sua "missão divina" , Benezèt ergueu uma pesada pedra , que ninguém antes conseguira mover ( bem no estilo Rei Arthur, hem) e essa foi a pedra fundamental da construção da ponte. Uma outra  versão, menos novelesca,  realmente confirma a existência de um Benezèt, que possuía terras por ali e vislumbrou a importância de ligar as duas cidades. Seja de um jeito ou de outro, conta a história (ou a lenda) que Benezèt morreu jovem, durante a construção da ponte, e foi então erguida uma capela no segundo arco, onde foram depositados seus restos mortais. O povo começou logo uma romaria ao local, é daí pro falecido virar santo foi um pulo.
Enchentes e invasões destruíram a ponte. No lado de lá, restou apenas a torre. Do lado de Avignon, ainda se visita à capela no segundo arco, de onde os restos de Benezèt foram removidos. O monumento encontra-se , ao que parece, em constante reforma e estudos. Na atualidade, cinco grandes laboratórios de pesquisa uniram esforços para recriar digitalmente a ponte, e assim desvendar mais mistérios da época . Essa recriação digital pode ser vista numa salinha de cinema nas instalações do lugar, e é como um jogo 3D,  que vale a pena assistir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário