domingo, 21 de junho de 2015

Por que a Croácia?

Há alguns anos atrás certamente esse país não estaria no roteiro da minha primeira viagem ao velho mundo.  Mas, ao contrário dos que muitos pensam, a História é viva e dinâmica, assim como os interesses e desejos da alma, e a Croácia entrou no roteiro por vários motivos, os quais explico:
A Croácia fica muito perto da Itália. Tem inclusive uma fronteira marítima com esse país, e de Roma é possível tomar um voo de menos de uma hora para várias cidades croatas.  Muitas dessas cidades, que agora estão figurando na preferência dos turistas brasileiros, ficam no litoral do país, ou em suas ilhas, o que garante paisagens espetaculares, as rochas brancas do relevo local em contraste com pinheiros verdes e o azul  do mar Adriático. Além disso, para os amantes de História e histórias, a Croácia tem sido cenário de enredos complexos e apaixonantes, tanto na vida real como na ficção, sendo local de filmagens da maior saga dos últimos tempos, Game of Thrones.
Nossa chegada foi por Split, cidade litorânea com um porto que faz conexão com as diversas ilhas e demais cidades  do litoral através de uma malha de ferries-boats.  Como nosso voo vindo de Roma atrasou, perdemos o ferry que nos levaria a Hvar ( pronuncia-se, Ruá, ou algo assim...) Aproveitamos então  pra andar por Split, pois o último barco para a ilha sairia só quase três horas depois.
Split tem um quê de Nice, tendo até mesmo uma promenade, e a mesma charmosa e maciça presença italiana nas ruas, gelatos e pizzas em todos os cardápios.  Porém você começa a sentir que está em contato com outra cultura, primeiro ao ter que trocar seus euros por kunas, e pelo choque do idioma, tão diferente. Ah, tudo bem, quase todo mundo tenta arranhar um pouco de inglês, então  vai dar tudo certo. Pois os croatas sabem que o grande potencial de crescimento do país repousa nesses milhares de turistas, os quais eles ainda olham, contudo, com um pouco de desconfiança, pelo menos foi essa a minha primeira impressão.
Split guarda um substancial conteúdo histórico que infelizmente não foi possível explorar, por falta de tempo. Com origem grega, e tendo sido parte do império romano, abrigando inclusive o palácio do Imperador Dioclesiano, trocou de mãos ao longo dos séculos, fez parte da República de Veneza, foi dominada pelo império húngaro,  e no passado recente fazia parte, como o resto da Croácia , da socialista Iugoslávia.
Já era hora de embarcar, contudo, e corremos pro porto, onde fiquei impressionada com a nossa embarcação: era enorme, capaz de levar carros e caminhões, e nem parecia que se estava a bordo, já que a disposição dos assentos formava várias núcleos, como se fossem pequenas salas de estar. Conforto mais que bem vindo já que a travessia duraria mais que a esperada uma hora, pois teríamos que desembarcar mais longe na ilha, em Stad Grad.  Quase onze da noite, enfim, depois de resgatados pelo transfer, chegamos ao hotel Podstine, numa das extremidades da ilha, depois de um longo dia que tinha começado em Roma as quatro horas da manhã...

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