sábado, 6 de junho de 2015

Roteiro para Veneza

Para um dia em Veneza,  é altamente recomendável o seguinte kit básico : um mapa da cidade ( você vai se perder mesmo com ele) , um passe de 24 horas ( que lhe permitirá tomar quantos vaporetos quiser), um chapéu ou boné, caso você vá no fim da primavera como nós), e, muito importante, seu lanchinho básico e uma  garrafa d'água, pois tudo em Veneza é o triplo do preço.
O mapa vai ser útil para marcar os pontos que mais gostou, caso deseje retornar. O passe foi uma grande dica do anfitrião da pousada que ficamos, na Veneza terrestre ( pousada que eu super recomendo). Custa 20 euros mas também serve para o ônibus que interliga com a Veneza propriamente dita. É como você vai se perder mesmo e andar muito, poder embarcar direto no vaporeto em uma das muitas paradas é muito mais prático e econômico, até porque fatalmente uma hora você vai tomar o vaporeto na direção errada...
Veneza é um labirinto de ruelas , pontes e canais. Algo realmente único, diferente, e lembra uma torre de Babel na horizontal, tamanho o burburinho e a quantidade de turistas de todas as nacionalidades. Muito diferente da parte da Veneza terrestre onde ficamos, tranquila como uma pequena cidade , onde ainda se escuta o canto dos pássaros.
Em Veneza, um grande erro (que nós cometemos) é sentar em algum barzinho da Praça São Marcos. Você pagará dez euros numa long neck mal gelada, seis euros pelos músicos , e por aí vai. Tudo em Veneza é muito caro, até os toaletes custam exatamente o triplo do que nos outros lugares que estivemos. E, pasmem, fecham às 19 horas !
Andando a esmo, você irá encontrar um cantinho com o qual se identifique, e aí sim poderá desfrutar da cidade. Encontramos o nosso num local que apelidei de "murinho da Urca". Um canalzinho com barzinhos dos dois lados, onde as pessoas compram bebidas e beliscos, e as levam para o murinho do canal , bem estilo Urca. Como queríamos voltar no dia seguinte a esse ponto, taí a importância do mapa.
Alguns pontos são essenciais de passar para foto,  como a Basílica de São Marcos e o Palácio Ducale. Depois de andar tanto de vaporeto, e de ver tantas gôndolas, confesso que não tive vontade de andar em uma delas ( talvez pelo sol intenso) , e me contentei com mais uma foto de cartão-postal.
A estação de trens Santa Lúcia, na ilha , é moderna e funcional. Há realmente a possibilidade de deixar suas malas ali enquanto passeia-se pela cidade (6 euros pelas primeiras cinco horas, e depois, por fração). Achei organizado, os funcionários digitalizam seu passaporte  e entregam um ticket para a retirada. Tem uma filinha, principalmente na parte da manhã, onde as hordas de turistas chegam em profusão... Na hora da retirada foi tranquilo, até porque fomos com bastante antecedência, preocupados com a hora do trem para Florença. Trem, por sinal, tão bom quanto o TGV!
Ainda em relação ao passe de transporte, com ele é possível ir às ilhas de Murano e Burano. Fomos à primeira , famosa pela produção do vidro que leva seu nome, mas não deu pra explorar muito a ilha, por causa do horário ( e do calor). Minha dica, se você só tiver um dia em Veneza, é ater-se à ilha principal e reservar 80 euros para o passeio de gôndola (caso faça muita questão, pois o preço é fixo por gôndola, não importa se com seis ou dois passageiros). De resto, é perambular mesmo pela Sereníssima, título que era dado somente a reis e nobres, e que é predicado da cidade...

Um comentário:

  1. Adorei as fotos de vcs que provam que o Velho Mundo continua atualizado e novo para quem o conhece pela primeira vez. Parabéns pelo Blog de viagens que esta magnifico dando até para vcs escreverem um livro guia turístico. Vcs pincelaram os melhores locais do sul da Europa, as perolas do Mediterrâneo. Digno foi as tomadas de uma verdadeira segunda Lua de mel. Vc e Luiz Antonio podem aquilatar, agora com a idade madura, que torna valida a critica e os olhares para o Velho Mundo. Parabéns!
    Bjs Alcinda Rocha Ferreira

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