quarta-feira, 24 de junho de 2015

Dois dias em Hvar é (muito) pouco

Quando escolhi Hvar como destino na Croácia, foi devido a fotos e relatos que me mostraram um lugar de mar bonito, passeios de barcos, cavernas azuis e praias atraentes. Hvar contudo é famosa também por ser um lugar de balada, com bares em praias nas ilhas próximas, e que promovem festas até a madrugada, oferecendo retorno "seguro" em táxis-boats. Essa não era a nossa vibe mas talvez explique a quantidade maciça de brasileiros por lá, principalmente jovens.
Hvar tem um astral assim meio Búzios. Muitas prainhas a serem visitadas, principalmente de barco , mas não pense que vai encontrar lá alguma areia, no máximo aquela praia de pedrinhas brancas que machucam o pé. Crocs ou Havaianas são a dica pra quem não quiser investir nas sapatilhas próprias para andar nesse tipo de litoral. O mar é de um azul claro no raso, muito por conta dessa falta de areia, e de um lindo  azul profundo no horizonte. A ilha oferece outros pontos que merecem ser conferidos, além do centrinho de Hvar; não  houve tempo, entretanto, para um passeio de  bike para explorar a ilha, como eu desejava. É, o tempo escorre rápido mesmo nos longos dias de sol que o horário de verão propicia. Saímos para um passeio de lancha às famosas Blue Cave e Green Cave, com parada para almoço em alguma outra ilha e fim de tarde na praia de Palmiziana.  Na saída,  porém, ficamos sabendo que a ida à caverna azul não seria possível, devido às condições do mar.  Mar mexido? Hummmmm.  Nessa viagem concluí, conscientemente, que o que gosto do mar é a praia ! Volta, que eu quero ficar em terra firme !  Já que voltar atrasaria muito o passeio ( havia mais dois casais com a gente, sendo um casal brasileiro com um menininho pequeno) , o marujo nos deixou na Praia de Palmiziana, que seria a última parada do passeio, dizendo que nos buscaria entre quatro e cinco da tarde. E assim passamos horas de descanso numa prainha gostosa, com direito a um almocinho caprichado... E, quando fomos resgatados, descubrimos que ninguém viu caverna nenhuma, só sacudiu pra lá e pra cá num mar inóspito...  E nem desceram na última parada,  de tão enjoados que estavam, só pararam lá mesmo pra nos buscar... Ah, obrigada, Senhor, por eu ter dado piti e ter ficado ali naquela prainha...
De volta ao hotel, um banho e saímos de novo para o Centro: o rapaz da lancha havia dado uma dica de um restaurante fora do circuito "pega-turista", com uma fabricação própria de vinhos, e fomos lá conferir. De fato, o público do Luviji era de locais, croatas bebendo, comendo  e rindo, embora um casalzinho bem jovem de ingleses tenha aparecido por lá.   Aprendi depois que era um ( ou uma?) konoba, ou seja, um restaurante de família . Lugarzinho simples e bucólico, no alto de uma escada de pedra atrás da igreja, com comida mais típica: os croatas se enchiam de bandejas cheias de carneiro mas eu escolhi algo mais leve, uma sopinha de peixe, enquanto o Luis acompanhou o vinho da casa com um prato de carne com champignons. O melhor mesmo foi o bolo de chocolate com geléia de figo e damasco pra fechar a noite, que infelizmente era a última: no dia seguinte sairíamos cedo pra Dubrovnik, sem ter dado tempo de explorar mais Hvar e as outras ilhas... Mas quem sabe a gente volta !

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