sábado, 13 de junho de 2015

Um dia em Siena e Cortona

Há dias em que o Universo realmente parece conspirar a favor.  Foi assim com Siena. Uma estrada boa e bem sinalizada nos levou até a cidade, e já ao estacionar, ouvimos o som de tambores rufando. Como assim? Festa? Afinal não era a época da corrida de cavalos na praça central, que empresta fama ao lugar... Logo descobrimos uma procissão de rapazes e homens, vestidos de vermelho e branco, tocando tambores, e mulheres e velhos acompanhando, de lenços vermelhos e brancos no pescoço. Não sei se por ser domingo, ou talvez alguma data especial, só sei que o cortejo seguiu pela rua até uma igrejinha ali perto, onde entraram, gritaram algumas palavras, rufaram os tambores, e saíram fazendo o sinal da cruz. Uma tradição local, imagino.  Alguns rapazes ainda fizeram malabarismos com suas bandeiras, só de farra, e lembrei de imediato,  do filme da Frances Meyers.
Foi muito gostoso andar por Siena, ver suas igrejas de arquitetura similar às de Florença.  A praça central, com seu caimento para o meio, e rodeada por cafés e restaurantes, fontes de água potável , e o imponente Palácio Público.  Sentamos em frente à Catedral e, coincidência, os sinos começaram a tocar, dando um toque especial à contemplação. Perambulando, encontramos uma lojinha de frutas , com uvas que eram um show, e uma loja de brinquedos antigos, com um "ronrom" estacionado à porta.
Ficaria em Siena por mais tempo. Decidimos porém pegar o carro por mais uma hora e chegar até Cortona, afinal o dia estava lindo, e era o local da história da Mayers.
Cortona fica no alto de uma elevação. A estrada serpenteia até lá em cima, e deixamos carro na entrada do vilarejo, no estacionamento com parquímetro. Fomos subindo as ruazinhas, escolhendo um lugar para almoçar. Cortona tem bandeiras penduradas nas ruas, como San Giminiano, embora  aqui elas sejam amarelas e brancas. Lojinhas de souvenirs em casinhas de pedra.  Tudo muito bonitinho.  Enquanto comia uma pizza com rúcula e parmesão em lascas, acompanhada de uma taça de vinho, perguntei à garçonete onde ficava a fonte, onde, no filme, a personagem Frances come uvas enquanto escreve um cartão postal.  A garçonete respondeu que a fonte não existia!  Que foi feita apenas para o filme, e depois desmanchada. Não fiquei sabendo se a informação era verdadeira ou não, guardei as minhas uvas de Siena para comê-las mais tarde. E não fui procurar por  Bramasole, melhor mesmo deixar por conta da imaginação... Para o Luis,  Cortona foi melhor que Siena, por ser assim menorzinha.  Pra mim, no entanto, Siena foi uma descoberta emocionante, com seus tambores, sinos, frutas e flores...

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